Iguacine – Festival de Cinema da Cidade de Nova Iguaçu

Escola Cinema 075

O Iguacine – Festival de Cinema da Cidade de Nova Iguaçu, consolidado na cidade com 3 edições, mistura as imagens, os territórios, as práticas e os modos de produzir o audiovisual para promover encontros e novas sociabilidades. Coletivos e realizadores de diversas partes do país, estudantes e espectadores convivem, circulam e criam durante os dias do evento, experimentando formas de e do olhar em mostras competitivas, encontros, oficinas e debates.

O Festival é uma ação importante da Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu e mais uma demonstração do dispositivo motor da Escola: audiovisual como um modo de pensar, sentir e agir no território. Ao mesmo tempo, o Iguacine mergulha na memória do cinema brasileiro para celebrar e reavivar elos estéticos e práticas de realização.

A Escola Livre de Cinema ao realizar o Iguacine, acredita que a consolidação do Festival é a expressão em forma de evento da idéia de rede e metodologia presente no cotidiano do projeto. Para além da exibição de filmes, queremos promover, por meio deles, conexões individuais e coletivas. Entre territórios, formas de pensar a vida e projetos, a ELC quer que o Iguacine provoque a todos para a ação. A mesma ação que move alguém para realizar um filme é aquela que pode mobilizar para criar espaços-tempo que promovam a significação da vida.

1ª edição
Iguacine I d
A primeira edição do Iguacine foi realizada de 23 a 30 de abril de 2008, na Casa de Cultura de Nova Iguaçu, já exibindo produções da Escola Livre de Cinema e produções de alunos e ex-alunos. Foram 7 mostras, entre elas a Mostra Bairro-Escola, que exibiu filmes realizados na ELC; Mostra Competitiva Nacional de Curtas; Mostra Panorama de Projetos Audiovisuais; Mostra Panorama Nacional – exibindo longas de diretores conhecidos como Sérgio Sanz e Sandra Kogut; Mostra Filme de Um Homem Só; e Mostra Baixada.

Na Escola Livre de Cinema – no espaço ocupado até 2011 pela ELC no bairro de Miguel Couto – aconteceram as oficinas “O Chão da Palavra” com José Carlos Avellar e “10x Favela” com Cacá Diegues que contou com exibição do “5 x Favela” de 1962 seguida de debate e leitura de roteiro do “5 x Favela – Agora Por Nós Mesmos” que ainda não havia sido lançado. Além das oficinas na ELC, tivemos ainda a oficina “Coletores de Imagens” em parceria com o Sesc/Rio; exibições externas em 7 bairros da cidade com o filme “L.A.P.A” de Cavi Borges e Emilio Domingos; e a “Mostra Buraco do Getúlio”, parceria com o primeiro cineclube da cidade, o Cineclube Buraco do Getúlio, que exibiu os Premiados do Festival em 5 pontos da cidade. No domingo 27 de abril, aconteceu a premiação com “Homenagem a TV Maxambomba”, TV comunitária que produzia programas para e com moradores da Baixada, exibindo um dos programas realizado pela TV em 1993.

O Festival terminou no dia 30 de abril com Sessão Especial do Cachaça Cinema Clube e o show CineMacalé com Jards Macalé, que teve como repertório músicas compostas para filmes brasileiros.

2ª edição
Iguacine II
Em sua segunda edição, de 27 a 30 agosto de 2009, o Iguacine retornou mais compacto e mais consistente: a já conhecida Mostra Competitiva de Curtas trouxe filmes com estéticas e de lugares ainda mais diversos como Amazonas, Paraíba, Minas Gerais, Distrito Federal e Rio Grande do Sul; a Mostra Panorama Nacional exibiu em primeira mão trecho do filme “Lula, o Filho do Brasil” de Fabio Barreto e filmes de cineastas como Vinicius Reis, Ivan Cardoso e Domingos de Oliveira; e a Mostra Homenagem foi dedicada a Xavier de Oliveira, com exibição do filme “Marcelo Zona Sul” de 1970.

As novidades ficaram por conta da inauguração da Biblioteca Cacá Diegues, sediada na Escola Livre de Cinema – em Miguel Couto – e idealizada a partir da doação de um amplo acervo de importantes obras de cinema e teatro pela Funarte, que contou com a presença do cineasta que emprestou seu nome à biblioteca; 3 atividades realizadas pelo programa do Itaú Cultural “Onda Cidadã” na sede da Escola Livre de Cinema (no ar a ROCA – Rádio Onda Cidadã, e as oficinas Imagem Cidadã e Oficina de Imagens); e a Mostra Encontros, que contou com filmes de realizadores de Nova Iguaçu como Dudu de Morro Agudo e Miguel Nagle, e de fora da cidade como Maria Borba e Bia Lessa.

O encerramento do Festival contou, além das premiações e troféus, com homenagens ao Cineclube Mate com Angu, ao Cine Santa e ao Porta Curtas, também com atividades que mantém viva a exibição de filmes brasileiros. Depois do encerramento, o festival ainda contou com duas sessões de premiados, uma no DCE da UNIGRANRIO em Caxias e outra no Cineclube Buraco do Getúlio, em Nova Iguaçu.

3ª edição
Iguacine III
Depois do sucesso de público das duas primeiras edições, a terceira edição do Iguacine consolidou o formato, o local e as mostras. Realizado também nas dependências da Casa de Cultura de Nova Iguaçu e da Escola Livre de Cinema, em Miguel Couto, o Festival manteve da segunda edição a Mostra Competitiva Nacional; a Mostra Panorama Nacional, que passou a se chamar Mostra de Longas Metragens, dessa vez com exibição promo do “Cinco Vezes Favela, Agora Por Nós Mesmos” e do “Não se Pode Viver sem Amor” de Jorge Durán na Sessão de Abertura; “Alô, Alô, Carnaval!” de Adhemar Gonzaga na Sessão Cinédia, “Sonhos Roubados” de Sandra Wernek numa sessão extra; e “Cinco Vezes Favela” na Sessão Especial de Premiação; e a Mostra Encontros que contou com os filmes “Utopia e Barbárie” de Silvio Tendler e “Vida de Balconista” de Pedro Monteiro e Cavi Borges. O Iguacine manteve também suas oficinas e dessa vez, Rodrigo Fonseca e Celina Sodré realizaram Oficinas de Interpretação.

Da primeira edição, retornaram a Mostra Bairro-Escola, com filmes produzidos pela ELC durante o ano de 2009 e com um plus: contação de histórias depois das exibições com o Grupo Tapetes Contadores de Histórias; a Mostra Panorama de Projetos Audiovisuais, que passou a ser uma mostra competitiva, tornando-se a Mostra Competitiva de Projetos Audiovisuais que se estendeu para um debate com professores da Rede Pública de Ensino do Município de Nova Iguaçu, mediado por Cléia Silveira da FASE; e a Mostra Baixada, que também passou a ser Competitiva e uma das principais missões do Iguacine, a de contribuir no desenvolvimento da produção cinematográfica da região.