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#DançaeFilma – 2º Ciclo de Realização

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O 2º Ciclo de Realização da Oficina Dança e Filma contou com a colaboração do dançarino, vocalista e líder do grupo de funk “Os Descolados” Fernando Coock, numa investigação estética em torno da cultura funk e um dos elementos de maior destaque na cena artística contemporânea, o Passinho.

Nos primeiros dois encontros, antes do contato com o colaborador desse ciclo, os jovens passaram por um processo de revisão de prática de câmera para aprofundar o conhecimento sobre os dispositivos de captura de imagem e equilíbrio de luz, através de demonstração de controle sobre os dispositivos em sala de aula e exercícios práticos na rua. Após a gravação, as imagens foram exibidas e analisadas através de projeção em sala de aula. O objetivo desse processo foi equilibrar o conhecimento entre antigos e novos alunos sobre a câmera.

Após esses primeiros encontros de revisão e prática audiovisual, iniciamos o 2º ciclo com o Fernando Coock, a partir daqui intercalando os encontros entre prática audiovisual e prática de dança. Na primeira aula – apresentação da proposta e referências em vídeo – foram exibidos vídeos com o objetivo de construir um pequeno panorama sobre a relação do funk com o corpo em movimento nos últimos anos, do Charme ao Passinho. Na segunda etapa da aula, os jovens já tiveram um contato prático com os movimentos do Passinho como o “sabará”, o “pulo”, o “giro” e as “caídas”.

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A segunda aula contou com exibição seguida de bate-papo do filme “A Batalha do Passinho” de Emílio Domingos. Antes da projeção os jovens foram incentivados a observarem com maior atenção a relação entre corpo e câmera para perceber quais os enquadramentos mais utilizados para captura dos movimentos dos dançarinos, dando início ao processo de estudo de comportamento de câmera do ciclo.

Na terceira aula os jovens foram estimulados a fazerem os movimentos do Passinho, apresentados na primeira aula, dessa vez com maior precisão. Na segunda etapa da aula eles foram incentivados a misturar movimentos de outros estilos de dança dos seus repertórios – ballet, break dance, dança de salão, frevo, hip hop – com o Passinho e na terceira e última etapa, os alunos tiveram 20 minutos para montar uma sequência coreográfica e apresentar na roda de Passinho montada na sala de aula.

Durante a quarta aula os jovens formaram novas duplas e iniciaram a construção coreográfica com base nos primeiros movimentos apresentados pelo colaborador Fernando Coock nos encontros de apresentação e aprofundamento da proposta do ciclo. Nesse encontro também foram experimentadas algumas possibilidades de planos e enquadramentos dos movimentos a partir das observações feitas sobre o comportamento da câmera no filme “A Batalha do Passinho”.

O desenvolvimento da relação entre os jovens e o Passinho e a técnica dos seus movimentos foram o motor principal da quinta aula, que foi inteiramente prática. A sexta aula foi dividida em dois tempos, num primeiro momento os jovens foram incentivados a continuarem o processo de construção coreográfica em dupla durante os 30 minutos iniciais do encontro. Posteriormente as duplas foram reunidas na biblioteca para pensar e organizar no papel uma decupagem de câmera para os movimentos sequenciais que estavam sendo desenvolvidos e além disso, também indicaram em quais locais do território suas performances seriam gravadas, concluindo dessa maneira o roteiro e a escolha das locações.

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Com a proximidade dos dias de gravação e roteiro e locações fechados, as sétima e oitava aulas foram totalmente dedicadas à finalização da construção coreográfica e ensaio dessas coreografias. Já com as turmas organizadas em equipes de produção, câmera e figurino, as nona e décima aulas foram utilizadas para gravação do vídeo desse ciclo, que utilizou como locação lugares como a estação de trem, a quadra de esportes da Praça de Austin, os muros grafitados, as ruas desertas e a passarela.

Na décima primeira aula os jovens foram reunidos na sala de projeção para assistir e comentar o material gravado. Num segundo momento jovens e mediadores conversaram sobre os pontos positivos e negativos desse ciclo e sobre a relação criada com o colaborador, afim de estimular uma reflexão para a avaliação individual escrita, realizada na biblioteca.

Na décima segunda aula os jovens se debruçaram sobre o material bruto. Num primeiro momento, reviram todo material e posteriormente iniciaram o processo decupagem, escolhendo os melhores takes e montando a ordem em que apareceriam no vídeo, chegando à construção coletiva do roteiro de edição. Na décima terceira aula o primeiro corte do vídeo foi apresentado aos jovens, montado a partir das observações e indicações levantadas no encontro anterior. Após a exibição os participantes foram estimulados a compartilharem a relação entre suas expectativas iniciais sobre o vídeo e essa primeira versão apresentada. Depois de um breve debate sobre a questão, novos apontamentos indicaram alterações no vídeo.

O ciclo foi finalizado no dia 31 de julho de 2015 com a exibição do vídeo “Fanque-me”, integrando a 4ª sessão do Cineclube ELC – que contou ainda com a exibição do documentário “Cante um Funk para um Filme” de Marcus Vinicius Faustini e Emílio Domingos e bate-papo com o Fernando Coock, que falou um pouco sobre sua trajetória no funk e no passinho e quais foram e ainda estão sendo as dores e as delícias da sua trajetória.

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