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#DançaeFilma – 1º Ciclo de Realização

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O 1º Ciclo de Realização da Oficina Dança e Filma começou e já rolaram 3 encontros desde então. Os ciclos terão duração de 2 meses e nesse período os jovens trabalharão na produção e exibição de um vídeo de 1 minuto a partir de coreografias também desenvolvidas com eles e por eles. Ou seja, numa aula eles dançam, em outra eles filmam e assim vão construindo os vídeos.

Neste primeiro ciclo, convidamos a bailarina, coreógrafa e realizadora Luisa Coser, que esteve conosco durante todo o ano passado na construção e realização da videodança “Montão de Coisa” para propor aos jovens a primeira idéia/coreografia/vídeo. No próximo ciclo, outro profissional estará junto da equipe da ELC, pensando e construindo a parte coreográfica com os jovens.

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Na primeira aula – apresentação da proposta e referências em vídeo – os alunos foram apresentados à referência do trabalho a ser desenvolvido com eles, a instalação “Movimento²” de Celina Portella, abordando a ideia do “Quadrado” (título provisório do projeto) e trabalhando com a exploração do limite deste espaço de quatro paredes (ou espaço da tela, do monitor). Em seguida eles descreveram o que viram e dessa forma foram aproximados da temática do projeto e do produto a ser confeccionado. A discussão teve como âncora a forma do quadrado para emissão de imagens na nossa cultura: por que vemos as imagens através de um quadrado? Como este formato está presente em outras manifestações e objetos em nossa vida? Arquitetura da casa, de objetos, como a cama, o caderno, a janela, etc. Na etapa seguinte da aula, os alunos foram encorajados a “visualizar o SEU quadrado e imaginar UM personagem dentro dele” fazendo uma ação (em referência ao vídeo apresentado) em relação ao limite (paredes). Eles descreveram ações realizadas no vídeo e procuraram dar ideias de outras ações possíveis.  Assim, desenvolveram a ideia do projeto descrevendo como seria a montagem do vídeo: o QUADRADO 1 deve mover para sair do quadro ou para tirar o QUADRADO 2 da cena, vertical ou horizontalmente – este é o principio que vai nortear a confecção dos movimentos para cada quadrado.  Ao fim da aula outros realizadores que explorarão a noção de limite no cinema foram citados Lars von Trier em “Dogville” e Peter Weir  em “Show de Trumann”, além de Jean-Luc Godard e David Lynch.

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A segunda aula – estímulo a formação de duplas (a idéia é que eles formem duplas para a criarem juntos, enquanto um dança, outro filma) – começou com a formação de um círculo e os jovens foram incentivados a jogarem uma bola de maneira aleatória de um para o outro. Quem recebia a bola criava um novo significado para a palavra “Dupla”. Após atribuir novos significados, o mediador pediu que um dos jovens se voluntariasse para pesquisar e ler para a turma o verdadeiro sentido da palavra “Dupla” na internet. Após essa etapa os jovens citaram exemplos de duplas de artistas, como Sandy e Junior e duplas sertanejas, e foram apresentados a outras pelo mediador Diego Bion, como Cidinho e Doca e Chimbinha e Joelma, além de sair da linguagem da música para refletirem sobre o trabalho em dupla em outras linguagens: Os Gêmeos e Andy Warhol e Jean-Michel Basquiat nas artes plásticas; e Jhonny Dep e Tim Burton, Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio e Os Irmãos Coen no cinema. Ao final do encontro os alunos foram encorajados a formarem duplas com quem irão trabalhar até o final do 1º Ciclo de Realização.

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Na terceira aula – aprofundamento da proposta com exercício prático – a mediadora Luisa Coser realizou uma roda de conversa para aproximar do imaginário de cada um alguns elementos essenciais na realização de uma ação performática que será filmada – tempo, duração e sustentação – além de reforçar na roda a ideia de “dupla”. Foram exibidas duas referências em vídeo dos artistas de performance Marina Abramovic e Ulay, entre 1970 e 1980, quando ainda eram uma dupla (“AAA AAA” de 1978 e “Rest Energy” de 1980).  O objetivo é justificar o uso de uma ação com risco e duração para o vídeo e estimular as duplas de jovens artistas aqui da ELC a produzirem ações que convençam o espectador. Em seguida eles realizaram dois exercícios práticos:

1. Experimentado o limite: em roda os alunos esticaram um elástico fino, na altura do cintura, e sustentaram um limite com os corpos. O objetivo do jogo era mover o limite com os corpos, aumentando e diminuindo as fronteiras do limite-elástico.

2. Projetando a ação no limite – storyboard: em duplas, os alunos desenharam em uma folha a ação que “pretendem” realizar no projeto. Ao final, discutiram com os mediadores a viabilidade de cada ideia, dando opiniões e propondo alterações.

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